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2contra2_A influência da televisão é nociva à sociedade?

Questionar o papel da televisão. É isto que a Univesp TV propõe ao colocar no ar a série de programas 2contra2. Em cada episódio, duas duplas de profissionais da própria emissora elaboram seminários favoráveis ou contrários a questionamentos e reflexões presentes no livro "Sobre a televisão", do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Acompanhe neste blog os preparativos dos seminários e participe das discussões. Os temas dos primeiros seminários, realizados em 26/05, 10/06 e 01/07 foram: "A televisão ameaça a democracia?", "A concorrência entre as emissoras beneficia a pauta da televisão?" e "A televisão aliena?". O quarto seminário, que será realizado no dia 04/08, pergunta: "A influência da televisão é nociva à sociedade?"

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A Favor

  • Dupla a favor das ideias de Pierre Bourdieu no livro "Sobre a televisão"
  • Tatiana Bertoni

    23.06.2010 às 11:03hs.
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    É a televisão que faz o acontecimento

     

    Fiquei pensando sobre o que escrever aqui no blog para inaugurar a discussão em relação ao próximo debate, que tem como pergunta central A televisão aliena?

     

    Durante minha pesquisa, encontrei um texto muito interessante e resolvi dividi-lo com todos.

     

    “Vejam a imprensa: os jornalistas que deveriam, em princípio, escapar à fascinação coletiva, vivem da televisão, para a televisão. A imprensa italiana vive atualmente uma falta de dignidade absoluta. Se quero aparecer nas manchetes dos jornais, tenho um meio muito simples: vou à televisão e retiro minha calça. No outro dia, estarei nas primeiras páginas, com artigos, foto, opinião de especialistas... É a televisão que faz o acontecimento. A imprensa a comenta, segue seus passos”. (Eco, 1993, p. 66-7).

     

     

  • Roberta Nader

    09.06.2010 às 17:53hs.
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    Nossa dupla irá defender, no seminário de amanhã, a posição de Pierre Bourdieu de que a concorrência entre as emissoras NAO beneficia a pauta no telejornalismo. Pelo contrário, a pasteuriza.

    Como a Tatiana disse no post anterior: as notícias que são apresentadas são as mesmas em todas as emissoras. ("se eles deram, temos que dar também")  - Transformando o jornalismo em uma batalha entre jornalistas, que de nenhuma maneira parece levar em conta o espectador.

    Bom, vou postar aqui um pequeno exemplo para balizar nossa opinião. Vou transcrever aqui as manchetes de dois grandes jornais brasileiros, O Globo e o Estado de São Paulo, de hoje (09/06/2010)

    O Globo:

    "PIB recorde mostra risco de superaquecimento"

    O Estado:

    "PIB tem alta recorde de 9% e expõe risco de superaquecimento".

     

  • Tatiana Bertoni

    09.06.2010 às 11:18hs.
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    Tudo igual

     

    De maneira geral, a concorrência entre empresas beneficia o consumidor. Quando há concorrência, as empresas se preocupam com a qualidade e com o preço de seus produtos, sob o risco de perderem os clientes para o concorrente. Nestes casos, a concorrência beneficia sim o consumidor.

     

    Já na televisão, especialmente no telejornalismo, a situação é um pouco diferente. Em relação à concorrência, Pierre Bourdieu diz: “Nada tenho, evidentemente, contra a concorrência, mas observo apenas que, quando ela se exerce entre jornalistas ou jornais que estão sujeitos às mesmas restrições, às mesmas pesquisas de opinião, aos mesmos anunciantes, ela homogeneíza. Comparem as capas dos semanários franceses com quinze dias de intervalo: são mais ou menos as mesmas manchetes. Da mesma maneira, nos jornais radiofônicos das emissoras de grande difusão, no melhor dos casos, ou no pior, só a ordem das informações muda”.

     

    Sabemos que Bourdieu está falando do jornalismo e da televisão francesa dos anos 90. Mas será que nos dias de hoje, aqui no Brasil, há alguma diferença?

     

    A concorrência, neste caso, não beneficia a pauta da televisão. Os telejornais têm todos a mesma cara. O que uma emissora “cobre”, certamente a outra também irá “cobrir”.

    Mesmo tentando ser diferente, usando um novo gancho para abordar um determinado assunto, no fundo, o noticiário é igual na maioria das emissoras.

     

    Será que o telespectador se beneficia desta concorrência ou tem apenas a chance de assistir a um único telejornal que pode ser visto em todas as emissoras, a qualquer hora do dia?

     

     

  • Tatiana Bertoni

    25.05.2010 às 16:56hs.
    ver os 40 comentários

    Pierre Bourdieu em seu livro Sobre a Televisão aponta uma série de argumentos de que a televisão "expõe ao perigo a vida política e a democracia".

    A TV se utiliza da censura (uma censura invisível) em diversos momentos. Na realização da edição (a forma é mais importante que o conteúdo), ao tratar uma imagem parcial como real, na escolha pessoal (óculos) que os jornalistas usam ao levarem convidados que nem sempre têm algo importante a dizer, ao se colocar como única fonte de informação (o meio é a informação).

    Estes e outros argumentos mostram claramente que a televisão ameaça sim a democracia, pois de acordo com o dicionário Aurélio, democracia quer dizer:

    s.f. Governo do povo. / Regime político que se funda na soberania popular, na liberdade eleitoral, na divisão de poderes e no controle da autoridade.

    Qualquer tipo de censura ameaça a democracia. Se a TV usa da censura simbólica, logo ameaça a democracia.

    Bourdieu diz ainda no final do prólogo de seu livro que "... espero que possam contribuir (aqui ele fala de suas análises em relação à TV) para dar ferramentas ou armas a todos aqueles que, enquanto profissionais da imagem, lutam para que o que poderia ter se tornado um extraordinário instrumento de democracia direta não se converta em instrumento de opressão simbólica."

    O grande problema da televisão é censurar sem dizer que esta censurando.

Contra

  • Dupla contra as ideias de Pierre Bourdieu no livro "Sobre a televisão"
  • Fabio Eitelberg

    27.07.2010 às 19:02hs.
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  • Fabio Eitelberg

    27.07.2010 às 16:37hs.
    Seja o primeiro a comentar

    http://www.youtube.com/watch?v=INAM3bte29E

  • Fabio Eitelberg

    22.07.2010 às 10:32hs.
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    Do blog de Rogério Christofoletti:

    (http://monitorando.wordpress.com/2010/07/21/games-e-tv-tudo-o-que-e-ruim-e-bom-pra-voce/)

    Games e tv: tudo o que é ruim é bom pra você

    É com essa afirmação provocativa que um dos caras mais antenados e inteligentes da atualidade chacoalha o nosso senso comum. Steven Johnson tem três filhos, 42 anos, e está baseado no Departamento de Jornalismo da New York University. E a sua provocação neste livro é esta: a cultura de massa que costumamos culpar pela idiotia massiva não imbeciliza ninguém. Pelo contrário: games, TV, internet e cinema têm feito com que fiquemos mais inteligentes nas últimas décadas!

  • Fabio Eitelberg

    08.07.2010 às 15:08hs.
    Seja o primeiro a comentar

    Na página 90 de Sobre a televisão, Pierre Bourdieu pega pesado:

    Objetar-se-á que colaborar com a mídia não é de modo algum a mesma coisa que colaborar com o inimigo nazista (...) Mas, do ponto de vista dos fatores que inclinam à colaboração, entendida como submissão incondicional a restrições destruidoras das normas dos campos autônomos, a correspondência é notória.

    O assunto é colaboração, tratado com inteligência nas páginas anteriores, reforçando a tese de que o campo jornalístico interfere e muito nos demais campos da produção cultural. A resistência à colaboração seria, então, uma maneira de proteger a autonomia dos campos.

    Comparar, no entanto, colaboração com a TV com colaboração nazista é um exagero. É citar o nome do demônio (ou de Hitler) em vão. Interferência impositiva significa anti-democracia na maior parte das vezes e pode ser comparada a qualquer tipo de autoritarismo. Por que escolher o nazismo? Não é mergulhar a tese no extremo para cooptar simpatizantes, ou seja, ele não está se valendo de um argumento apelativo, incendiado de paixões? A escolha proposital de Bourdieu revela como podem ser inócuas as críticas radicais ao meio televisivo, já que tendem a ser tão autoritárias quanto o objeto criticado.

  • Fabio Eitelberg

    06.07.2010 às 16:19hs.
    Seja o primeiro a comentar

    Coloco abaixo o diálogo com a internauta Fabiane Cancian. Pensar junto é muito mais legal.

    Oi, Fabio! Tudo bem?

    Não imaginei que fosse receber um retorno tão detalhado sobre o comentário! Que legal isso!

    Eu fiquei sabendo do "2contra2" por uma lista de e-mails institucional da faculdade, não sabia direito como seria, fiquei bastante surpresa! Foi tudo muito bacana!

    Eu estava escrevendo o e-mail sobre a alienação quando a mediadora fez a colocação, foi bom ter um esclarecimento nesse sentido.

    Obrigada pela citação de Bourdieu, eu realmente fiquei intrigada com essa questão da polêmica e do sensacionalismo. Na verdade, é uma inquietação mais intuitiva e de observações de senso comum do que baseada numa reflexão propriamente envolvida com estudos da área. Eu realmente tinha essa impressão de televisão - ou, especificando melhor, de jornalismo - que "quer ver o circo pegar fogo". Aliás, é muito interessante isso do jornalista que põe em evidência uma notícia pra depois denunciar os que colocam lenha na fogueira que eles próprios acenderam. Eu lembrei em particular de dois programas televisivos que fazem isso s-e-m-p-r-e: Datena e Márcia. Eles mostram um caso, com detalhes, fotos, e passam, repassam, ficam fazendo aquele drama... e depois maldizem os que não dão paz aos envolvidos, os que ficam fazendo a família reviver a dor e etc... Muito interessante! Um tempo atrás, vi a mãe da Isabela Nardoni ser entrevista pela Luciana Gimenez no programa dela. Uma das primeiras coisas que a apresentadora disse pra entrevista foi que "não sabia como ela aguentava passar por tudo isso"... E, ainda assim, ficou mostrando as fotos da Isabela e recontando a história e etc e tal... Quer dizer, me parece ser um exemplo do que o Bourdieu sintetiza nesse caso de reclamar dos que colocam lenha na fogueira mas, estes que reclamam, terem eles próprios acendido o fogo. Muito interessante.

    Sobre Bourdieu e intelectualismo... eu não conheço a obra pra poder dar minha opin ião, mas, ouvindo vocês, fiquei convencida por essa noção do "grito de raiva".

    Bom, estarei a postos para o próximo seminário. Mas vou comentar por e-mail mesmo - eu não tenho intimidade com TV e vídeos, acho que ficaria bastante constrangida se mandasse um vídeo...

    Obrigada pelo retorno!

    Até a próxima!

    Abraços,

                Fabiane Cancian.



    Em 06/07/2010 13:17, Fabio Andrade Eitelberg < fabioeitelberg@tvcultura.com.br > escreveu:

    Oi, Fabiane, tudo bem? Gostei muito dos seus comentários.

     

    Acho que a definição de alienação realmente era essencial e tinha que ser colocada inicialmente pelos dois convidados, já que ela vinha necessariamente vinculada a um certo juízo de valor.

    Eu acho que o sensacionalismo busca choques, também, e não só conforto. Mas nesse ponto tenho que concordar com o Bourdieu, pois é o mau (para não dizer péssimo) jornalismo que acaba influenciando as pessoas. Veja o que ele diz na última parte do texto (págs. 92-93):

     

    Acontece também que os jornalistas, na falta de manter a distância necessária à reflexão, desempenhem o papel de bombeiro incendiário. Eles podem contribuir para criar o acontecimento, pondo em evidência uma notícia (um assassinato de um jovem francês por um outro jovem igualmente francês mas “de origem africana”), para em seguida denunciar os que vêm pôr lenha na fogueira que eles próprios acenderam, isto é, a Frente Nacional, que, evidentemente, explora ou tenta explorar a “emoção despertada pelo acontecimento”, como dizem os próprios jornais que a criaram ao colocá-lo na primeira página, ao repisá-lo no início de todos os jornais televisivos etc.; e que em seguida podem garantir para si uma vantagem de virtude, de bela alma humanista, denunciando com grande clamor e condenando sentenciosamente a inte rvenção racista daquilo que eles contribuíram para produzir e a que continuam a oferecer seus mais belos instrumentos de manipulação.

     

    Faz muito sentido. Ainda mais para quem já trabalhou em TV e cobriu casos como o da menina Isabela Nardoni.

     

    Quando ao uso do termo intelectualista, acho que fui eu mesmo quem o empregou. Mas não quis diminuir o valor do que ele disse. O próprio professor Luis Mauro afirmou em determinado momento que Bourdieu tinha uma base teórica muito sólida para se permitir uma crítica sem trabalho de campo e que, se o tivesse feito, provavelmente encontraria elementos inquestionáveis para a sua argumentação. O fato é que o livro é um “grito de raiva”, como disse o professor Daniel Lins. Bourdieu acaba deixando a emoção vencer a razão, ao meu ver, em alguns momentos (como quando compara a colaboração nazista com quem colabora com a TV).

     

    Continue participando das discussões. Se quiser mandar uma pergunta em vídeo, também é possível. É só gravar com a webcam e mandar para o meu e-mail ou subir no Youtube e mandar o endereço pra gente.

     

    Um abraço,

     FÁBIO EITELBERG 

  • Fabio Eitelberg

    06.07.2010 às 15:12hs.
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    Um comentário sobre nós, jornalistas: http://blogdoeit.blogspot.com/2010/07/bombeiro-incendiario.html

  • Fabio Eitelberg

    30.06.2010 às 12:15hs.
    ver os 2 comentários

    O tema do terceiro debate do programa 2 Contra 2 é "a televisão aliena?". No entanto, não há menção, no pronunciamento de Pierre Bourdieu, a alienação, alienar ou alienante. Ele fala de banalização, do poder que a TV tem de escolher o que vai ser exibido e difundido - o que ele chama de formidável censura -, volta a falar dos fatos-ônibus e da luta pelo índice de audiência. O termo alienação parece ultrapassado para o próprio sociólogo. Mas temos, sem dúvida, o que discutir.

  • Fabio Eitelberg

    29.06.2010 às 19:25hs.
    ver o comentário

    Roberto Marinho costuma dizer:

    - Há certas coisas que você vê e vê com vergonha; não diz que vê, mas vê.

    de Daniel Filho em O Circo Eletrônico - fazendo TV no Brasil

  • Fabio Eitelberg

    25.06.2010 às 18:00hs.
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    INTERNAUTA PERGUNTA:

    a democracia contribui para a alienação ou não?

    http://www.youtube.com/watch?v=i8Ql4tHsYOY

  • Fabio Eitelberg

    25.06.2010 às 17:59hs.
    Seja o primeiro a comentar

    INTERNAUTA PERGUNTA:

    o problema é a televisão em si ou o que ela representa na sociedade?

    http://www.youtube.com/watch?v=Kew0SiIEcno

  • Fabio Eitelberg

    25.06.2010 às 17:55hs.
    Seja o primeiro a comentar

    Pessoal, nossa dupla decidiu abrir espaço para pergunta em vídeo dos participantes que votam e dos internautas que acessam o BLOG.

    Esta é de Guilherme Bueno, 19 anos, estudante de Midiologia da UNICAMP.

    MANDEM SUAS PERGUNTAS!

    http://www.youtube.com/watch?v=uqurvVpkuTg


  • Fabio Eitelberg

    25.06.2010 às 17:54hs.
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    Guilherme Jorge de Rezende, jornalista e professor, comenta o fast thinker, criticado por Pierre Bourdieu em "Sobre a televisão". Entrevista à Liniane Haag Brum e Fábio Eitelberg durante a CELACOM 2010. Vídeo exibido no segundo debate da UNIVESP TV sobre a televisão, realizado no dia 10/6/2010.

    http://www.youtube.com/watch?v=zTkBoW35GGU&feature=related

     

  • Fabio Eitelberg

    25.06.2010 às 15:49hs.
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    Ouvi de uma colega hoje:

    "como é que o presidente da República mantém a popularidade mesmo com a crítica da televisão?"

    E de outro colega:

    "ué, o mesmo aconteceu com o Brizola, que se elegeu governador do Rio mesmo contra a Globo."

  • Fabio Eitelberg

    23.06.2010 às 12:14hs.
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    Do dicionário Michaelis:

    alienação
    a.li.e.na.ção
    sf (lat alienatione) 1 Ação ou efeito de alienar; alheação. 2 Cessão de bens. 3 Desarranjo das faculdades mentais. 4 Arrebatamento, enlevo, transporte. 5 Indiferentismo moral, político, social ou mesmo apenas intelectual. Antôn (acepção 5): engajamento, participação. A. mental: loucura.

    Dizer que a televisão aliena não é subestimar o telespectador?


  • Fabio Eitelberg

    18.06.2010 às 20:20hs.
    Seja o primeiro a comentar

    Esta será a pergunta que norteará o quarto debate que a UNIVESP TV realizará no dia 20 de julho. Antes disso, no dia primeiro, o tema será: a televisão aliena? O livro "Sobre a televisão" (Editora Jorge Zahar, 1997), fruto de um pronunciamento de Pierre Bourdieu na TV francesa, servirá de base teórica para a discussão.

    Lendo a coluna de Melchiades Filho (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1806201004.htm) na Folha de hoje, ocorreu-me relacioná-la com o tema da audiência. O jornalista mostra como as opiniões de público pesquisadas e quantificadas pelo IBOPE importam aos políticos brasileiros. A droga é um assunto grave segundo a maioria das respostas. Portanto, é de se esperar que os candidatos à presidência da República dêem mais atenção ao tema desde a campanha. Aonde quero chegar? Respondo: na reflexão sobre a frase "a audiência rege a televisão?". A audiência é importante? É. Rege a programação televisiva? Sim, muitas vezes. Mas nem sempre. O medidor do IBOPE serve também como instrumento sinalizador de tendências e opiniões que, no fim das contas, não obrigam que as tevês mudem para ganhar a corrida de audiência do momento, mas que usem dessa ciência para respeitar ou atender aos desejos de seu público.

    Assista aos dois últimos debates do programa 2 Contra 2 no site: www.univesp.tv.br/2contra2

  • Fabio Eitelberg

    14.06.2010 às 12:11hs.
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    As pesquisas de audiência servem de apoio para a percepção e a sensibilidade do produtor e também para se idealizar um programa visando um público determinado. Mas raramente um produtor, depois de adquirir certa experiência, é surpreendido por algo que não conheça. A pesquisa costuma confirmar ou apoiar o que já se sabe, além de apontar aspectos que passam desapercebidos, já que tudo muda rapidamente. A Rede Globo foi montada usando sempre essas pesquisas.

    Daniel Filho, diretor da TV Globo

    em O Circo Eletrônico - Fazendo TV no Brasil - Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 2001

  • Fabio Eitelberg

    14.06.2010 às 12:11hs.
    Seja o primeiro a comentar

    Trecho de uma edição de 2003 do programa Roda Viva. O entrevistado, o comunicólogo espanhol Jesus Matin Barbero, fala sobre a teoria das brechas relacionadas à televisão. Vídeo exibido no segundo debate do programa 2 Contra 2, da UNIVESP TV, no dia 10/6/2010.


  • Fabio Eitelberg

    14.06.2010 às 12:09hs.
    Seja o primeiro a comentar

    José Marques de Melo, jornalista e diretor da Cátedra UNESCO de Comunicação, fala sobre concorrência na televisão e quais as características que fazem da Rede Globo a líder de audiência no Brasil. Entrevista à Liniane Haag Brum e Fábio Eitelberg durante o CELACOM 2010. Vídeo exibido no segundo debate do programa 2 Contra 2, da UNIVESP TV, no dia 10/6/2010.
    Currículo Lattes de José Marques de Melo:
    http://buscatextual.cnpq.br/buscatext...


  • Fabio Eitelberg

    02.06.2010 às 12:40hs.
    ver o comentário

    A televisão ameaça a democracia? Foi o tema do primeiro debate do 2 Contra 2.


  • Fabio Eitelberg

    28.05.2010 às 12:44hs.
    ver o comentário

    Vídeo apresentado no primeiro seminário do programa 2 Contra 2, da UNIVESP TV. Os entrevistados são:
    - Maria Cristina Gobbi, professora da Faculdade Metodista e da UNESP;
    - Guilherme Jorge de Rezende, jornalista e professor da UFSJ (Universidade Federal de São João del-Rei);
    - Cacilda Rego, professora da Universidade Estadual de Utah (EUA);
    - José Marques de Melo, jornalista, professor da Metodista e professor emérito da ECA-USP.
    Entrevistadores: Liniane Haag Brum e Fábio Eitelberg
    Mais informações no www.univesp.tv.br/2contra2


  • Fabio Eitelberg

    27.05.2010 às 14:30hs.
    ver os 2 comentários

    A professora Cacilda Rego, da Universidade Estadual de Utah, falou sobre a televisão e a democracia, tema que norteou o primeiro debate do programa 2 contra 2, da UNIVESP TV. A entrevista aconteceu no dia 18 de maio durante o CELACOM 2010, o XIV Colóquio Internacional da Escola Latino-Americana de Comunicação. Os entrevistadores foram a editora Liniane Haag Brum e o produtor Fábio Eitelberg.


  • Fabio Eitelberg

    25.05.2010 às 13:46hs.
    ver os 10 comentários

    Boa tarde a todos!

    Nossa dupla tem a difícil tarefa de refutar os argumentos do respeitável pensador Pierre Bourdieu em relação ao que ele proferiu sobre a televisão em um pronunciamento transcrito que virou livro. Não temos o objetivo de simplesmente atacar os argumentos do sociólogo francês, que são pertinentes. Tentaremos, em quatro debates, mostrar que «Sobre a televisão» é um ponto de vista que ingnora alguns dos aspectos fundamentais da televisão. É possível e até mesmo se faz necessário criticá-la. Mas a sua crítica não é, digamos, justa o suficiente para chegar as conclusões que chegou.

  • Liniane Haag Brum

    25.05.2010 às 12:49hs.
    ver os 6 comentários

    Fabio e eu, Liniane, fomos ao XIV Colóquio Internacional sobre a Escola Latino-Americana de Comunicação, que aconteceu em  São Paulo, no Memorial da América Latina, entre os dias 17 e 19 de maio. O tema do evento foi  Televisão na América Latina.

    Conversamos com diversos especialistas sobre a questão central do primeiro seminário: «A televisão ameaça a democracia?». Professores e acadêmicos que se dedicam ao estudo deste meio de comunicação - com rigor científico - nos deram uma idéia da complexidade do assunto.

    Os argumentos da professora brasileira radicada nos Estados Unidos, Cacilda Rêgo (Utah State University), chamaram a atenção. Ela afirma que para discutir se a tevê ameaça ou não a democracia, é preciso estabelecer alguns parâmetros. Primeiro, disse a professora, é necessário determinar um contexto geral de estudo, como por exemplo um país ou uma região a televisão do Brasil, da  França, dos Estados Unidos ou da América Latina?  Feito isso, é preciso ter em mente que a televisão não está acima da  sociedade, ela é a sociedade e, nesta condição, funciona como um espelho dos próprios cidadãos. Além disso, é recomendável considerar diferentes aspectos na hora da análise: históricos, culturais, econômicos.

    Cacilda Rêgo compartilhou sua opinião conosco: «A tevê brasileira, historicamente, serviu ao governo tanto na democracia como na ditadura».

    Seguindo uma linha semelhante de pensamento, o Professor Jorge A. Gonzalez (Universidad  Nacional Autônoma de México) afirmou, de maneira contundente, que a televisão sempre está sob um efeito histórico que se acumula - e é isso que gera ou não a ameaça ao ambiente democrático.

     Deu para ter uma idéia do que vem pela frente? Talvez Bourdieu não tenha considerado todas as nuances da questão, ao colocar a tevê na arena e determinar: «(..) ela expõe a um grande perigo as diferentes esferas da produção cultural, arte, literatura, ciência, filosofia, direito(..) ela expõe a um perigo não menor a vida da política e a democracia».

  • _Encerrado o quarto seminário

    O quarto e último seminário da série 2contra2 foi realizado nesta quarta-feira, dia 4. Resultado: a dupla que apresentou o contraditório às ideias de Bourdieu venceu. Fábio e Liniane defenderam que a influência da televisão não é nociva à sociedade.

  • _Dia 4/08, último seminário da série 2contra2

    Será transmitido às 11h30 do dia 4/08 o quarto e último seminário da série 2contra2. Desta vez, a pergunta que as duas duplas de profissionais da Univesp TV respondem é: “A influência da televisão é nociva à sociedade?”

  • _Debate encerrado

    O terceiro seminário da série 2contra2 ("A televisão aliena?") terminou com o seguinte resultado: 11 votantes migraram de sim para não enquanto 9 foram do não para o sim. A dupla que afirmou que a televisão não aliena - Fábio e Liniane - foram os vencedores de hoje. O jogo está 2 a 1. 

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